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Um dia, um rio...

05/04/2017

... Hoje vamos falar de natureza e abre caminho que essa dupla é forte!

 

 

Leo Cunha e Andre Neves (viva, viva!) estão juntos em "Um dia, um rio" para nos trazer uma mensagem de alerta, mas também de esperança.

O desastre acontecido no Rio Doce atingiu muitas famílias e todo o ecossistema dos lugares por onde passava. Mas como explicar de maneira simples para as crianças a complexidade dessa tragédia? Afinal, nem todas compreendem ainda a dimensão de nossos rios, nosso país e da diversidade de nossa fauna e flora.

Mas conseguiram, claro. A Editora
Pulo do Gato reuniu dois nomes de peso para trazer de forma impecável a história do Rio Doce. Leo Cunha nos traduz em poesia pura o que era e no que se tornou o Rio Doce:



Minha dança colore os mapas,
meu canto refresca as matas.
Minhas veias irrigam florestas,
alimentam o serrado,
aliviam o sertão

Meu leito virou lama,
meu peito, chumbo e cromo.
Minhas margens, tristeza.
Eu era Doce. Hoje sou amargo.

 

 


André Neves transforma a história em emoção. O rio, representado por um simpático menino de roupas de banho, que carrega consigo um baldinho, tem em seu dia-a-dia a presença de crianças, pescadores, peixes, gente de todo tipo... Vida! E assim ele o foi, muito feliz. Até que se depara com um grande monstro, especie de máquina que cospe tanta lama que o deixa sem vida, em silêncio.

 

O final do livro é arrepiante e emocionante. Confesso aqui que não teve como não chorar de tão lindo que ele é. E tanto por isso resolvi não fazer nossa parte do "Porque lê-lo" - ele é algo de muito especial e importante para as futuras gerações perceberem o quão importantes são nossos rios e como eles nos transformam.

 

O porquê de ler esse livro é puro e simplesmente o de se conscientizar e se emocionar.E por tempos ele vai tentando buscar e entender para onde toda aquela vida foi parar.Aos brilhantes Leo e André, todo o parabéns possível por essa obra de arte incrível - e denúncia. Que um dia, sim, tenhamos o Rio Doce de volta!

 

 

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