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Se eu fosse um grande gigante

14/11/2018

Sobre nossas fantasias e sobre o crescer! 

“Se eu fosse um grande gigante” já nos pega pelo título: um graaaande gigante.

 

 

Como se um gigante não fosse suficientemente enorme, não é mesmo?

 

Mas essa é muitas vezes a forma como os pequenos veem as coisas – tudo é muito muito melhor, muito muito grande e muito muito colorido! Muito, muito e cada vez mais.

 

E se fôssemos grandes gigantes conseguiríamos fazer coisas que as pessoas normais não conseguem como brincar com as nuvens, abraçar topos de montanhas, conversar com a Lua de pertinho... Ih, várias coisas.

 

 

Acompanhamos o menino dentro de sua imaginação que brinca com o tamanho de si:
 

 

Mas, fazer um tantão de coisas que gente normal não faz pode não ser tão vantajoso assim.

Já pensou como um gigante pode se sentir sozinho lá no alto?

 

 

 

Quantos gigantes deve existir? É.... deve ser solitário.

 

 

O passeio pelos traços irregulares e a mistura de texturas das ilustrações é uma beleza. Torna a leitura cheia de movimentos e os tons pastéis dão uma leveza a um livro com uma história cheia de força.  Gosto muito quando as ilustrações de uma página invadem a outra e fazem a narrativa caminhar folha a folha. 

 

Um belo livro escrito e ilustrado pelo grande espanhol Guridi que traz da maneira mais sensível e capciosa uma história para pensarmos um pouquinho em nós mesmos e nas grandes coisas que podemos fazer, quando “somos”.

 

 

 

 

POR QUE LÊ-LO?

 

A grande sacada deste livro é trazida com a perspectiva do personagem: O menininho, que começa a história observando inocentemente uma trilha de formigas percebe ali, o quão grande ele é se comparado a cada uma delas.

 

E dai em diante a imaginação é tremenda porque, se ele fosse um gigante... Ah! Ele faria coisas que nenhuma pessoa pensaria em fazer.

Mas em determinado momento o menino percebe que se for grande também vai deixar de poder fazer certas coisas.

 

O trabalho do livro com a relação de grandeza e com a imaginação é o que torna a leitura instigante.

Quem nunca imaginou ser diferente, ter algum tipo de característica ou forma especial? 

 

"Pensando bem, eu gosto de ser pequenininho"

 

Uma outra forma de interpretá-lo é sob o olhar do crescimento das crianças - que foi algo que me fez pensar muito.

A vontade que elas têm de crescer, de fazer coisas e de se sentirem diferentes. Só não vale falar pra elas que depois que crescerem não tem como ficarem pequenas de novo, né? O bacana é a fantasia e curtir cada momento.

 

Um prato cheio para leitura e para o trabalho com os amiguinhos –  o que faria se fosse grande, grande ou pequenininho, como uma formiga?

 

Como os pequenos se enxergam no meio de tantas coisas?

Tinha que ser da Pulo do Gato!

 

 

 

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