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Orie

05/02/2019

Um lugar de memória emocionante!

Uma menina anseia pelo dia da viagem de barco.

 

 

 

Ela ainda pequenina, acompanha os passos largos do pai e da mãe nesta aventura. A viagem de barco é longa, mas acontece gostosa num suave vai e vem, assim como faz o remo de bambu e como nadam os peixinhos. 

 

Entre os balaios de palha, Orie sentia-se em um ninho protegido.

 

 

A chegada, ainda mais emocionante, trazia o momento de sons e cheiros novos; de conversas e assuntos, de roupas e costumes diferentes. E de repente, era hora de retornar para casa e aguardar pelo momento de uma nova viagem. Mas Orie não sabia que esta espera leva certo tempo e que com o tempo também aumentava o tamanho dos seus passos.

 

O livro é escrito por Hiratsuka a partir das memórias de sua avó, vinda do Japão para o Brasil com cerca de 20 anos de idade. As histórias que ela contava ficaram no imaginário de Hiratsuka:

 

“Orie foi uma avó muito querida. Ela gostava de contar suas lembranças de quando criança, as viagens de barco com os pais,

as pequenas alegrias e também as tristezas”

 

As viagens de barco aconteciam do campo para a cidade, em um Japão rural onde o tempo tinha sua métrica diferente dos dias de hoje. Os mercadores barqueiros faziam essas viagens para comercializar seus produtos e retornavam no final do dia para casa. Uma experiência incrível que pode ser sentida pelas palavras pela autora.

 

“Que encanto para mim, saber que meus bisavós foram barqueiros!

Eu adorava ouvir essa história”

 

 

 

As folhas em papel craft que recheiam o livro trazem um sentimento gostoso de nostalgia e junto dos traços negros que contornam as formas dos personagens, criam um clima bem diferente para a leitura – uma pausa no tempo para uma leitura ritmada, quase que junto ao ritmo do barco e as frases curtas.

 

 

POR QUE LÊ-LO?

 

O que me encanta nos livros de Hiratsuka é o lugar de memória das histórias que conta.

 

Sempre influenciada por sua infância, pelas histórias que ouvia e pelo lugar onde cresceu, Lúcia cria enredos repletos de poesia e significado – a identidade de suas histórias é sempre muito peculiar.

 

Neste livro não seria diferente. Ao recontar a história de sua avó Orie, Hiratsuka nos leva literalmente em uma viagem de barco para um Japão distante. Nos aproximamos da cultura e dos costumes e a ambientação da história fica plena com o jogo de cores do papel, das tintas e dos traços.

 

 

O lindo do livro é seu desfecho – sem querer contar muito por aqui, pois vale a leitura, é um final maravilhoso que traz o lugar precioso das crianças durante a infância.  

 

 

 

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