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Nas Águas do Rio Negro

05/09/2018

Dia da Amazônia, dia de conversar e ler sobre nossos tesouros!

Engraçado lembrar que, quando eu trabalhava em uma livraria, poucas eram as buscas sobre livro que trabalhassem nossa cultura e nossas riquezas. Poucas mesmo, salvo uma pesquisa aqui e ali para complementar estudos da escola, ou servir de apoio à alguma ação informativa, histórias mesmo, quase ninguém buscava.

 

Não são muitos os livros que trabalham a Amazônia de forma não-didática, verdade. 

Mas se pesquisarmos com cuidado, encontramos alguns que valem bem à pena!

 

Este que trouxe para essa dica, é um deles. Não pela editora, pelo autor ou ilustrador. E sim, pela forma como fora pensado!

 

 

Dráuzio Varella fez diversas viagens à região amazônica para pesquisas de sua flora e para atender às populações de pequenas cidades e vilarejos.

 

Iniciou suas viagens por São Gabriel da Cachoeira - cidade que eu também visitei e conto logo abaixo dessa resenha. 

 

Viagens estas que, além de terem resultado em um documentário, viraram por sorte, um lindo livro infantil pela Companhia das Letrinhas, e ilustrado pelo querido Odilon Moraes.

 

Em “Nas Águas do Rio Negro”, Dráuzio conta, capítulo a capítulo, histórias com muito encantamento com tudo que tem direito – tradições, costumes, fantasia e carisma! Acompanhamos sua viagem pelo Rio Negro, e através dela, passeamos pelas das lendas da Amazônia!

 

A história inicia como sua viagem, à bordo do barco Escola da Natureza. Mas, eis que de repente, depois de acordar de um cochilo embalado pelas estrelas, ele não estava mais em companhia dos seus colegas.

 

Restava claro, descer do barco e sair por aí andando pela floresta. E o medo de se perder?

 

Nos seu caminhar, encontrou criaturas muito curiosas, enigmáticas - as quais nunca tinha visto!  

 

Mas eram criaturinhas das quais muito se ouvia falar!

 

Um menino de cabelos vermelho, uma serpente gigante, um boto com olhos de jabuticaba, uma mula desgovernada... nem tanto!

 

Pois é, mal sabem muitos que vários destes personagens e lendas, que falamos a vida toda, tem sua origem por lá.

 

As ilustrações todas feitas em tons acobreados, um tanto marrons, são puro traço de Odilon. Refletem muito de uma nostalgia e, também, de certo mistério que o Rio Negro nos traz. Se você não conhece o Rio Negro, saiba que sua cor é âmbar, escura e reflete como um espelho tudo que está ao seu redor. É encantador! 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conversando um pouquinho sobre a Amazônia...

 

Hoje é dia da Amazônia e, com uma semana começando de forma tão triste com o incêndio do Museu Nacional, acho importante lembrar das preciosidades pelas quais temos que zelar que devemos proteger!

 

Os níveis de desmatamento no Brasil continuam altíssimos e ainda são um risco às futuras gerações. Nosso país é repleto de riquezas naturais que hoje precisam muito de nossa atenção. São fontes de vida, energia e de cultura. É aquilo que temos como essência! E este trabalho começa com nossas crianças.

 

Poucos, inclusive foram aqueles que viajaram para a região amazônica do nosso país.

 

Estive duas vezes em São Gabriel da Cachoeira (2007 e 2008), no Amazonas – um município muito peculiar que faz  fronteira com a Colômbia.

 

Lá, além de todo verde e a imensidão do Rio Negro, pude ver de perto a situação dos índios, que ficam entre lá e cá naquele ínterim entre a cultura da cidade e suas próprias tradições.

Vida difícil, que tenta seguir entre o esquecimento público e negligências governamentais. Essa menininha da foto aí do lado é a Julinha, uma indiazinha linda de São Gabriel, que fora adotada por um médico quando este a encontrou subnutrida no colo da mãe, desacordada.

 

Júlia não conseguia se comunicar com seus pares, na sua língua, e tão pouco falava português. Andava sobre quatro apoios e não se alimentava bem.

 

Aí na foto ela já estava bem ativa, correndo pra lá e pra cá e esbanjando carinho. Mas ainda que estivesse com uma nova família, que lá morava, não fora tomada a sua essência!  

 

Claro que o ideal é que as famílias não sejam separadas; que consigam viver em paz e com dignidade dentro do seu espaço e que possam perpetuar suas histórias e cultura - que são o que temos de maior preciosidade! Precisamos cuidar, precisamos atentar, precisamos ajudar! 

 

E sabe qual é o primeiro passo? Conhecer!!! 

 

Veja um pouquinho sobre o livro, neste vídeo da Companhia das Letrinhas:

 

 

 

 

 

 

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