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Meu pai, o grande pirata

02/08/2018

.... as aventuras da nossa imaginação.

 

O novo livro do italiano Davide Calì, editado pela Pequena Zahar, nos faz refletir sobre família, amizade e nos leva por uma narrativa cheia de sonhos e esperança.

 

 

A história é narrada por um menino, que conta a história de seu pai. E ele logo faz questão de apresentá-lo: seu pai tinha cheiro de mar, era um grande pirata!

 

Como se aventurava pelo mundo, seu pai só voltava para casa uma vez por ano. Navegava por aí com seus melhores amigos, o Tatuado, Tabaco, Barbudo, Diminuto, Fígaro, Turco, Vendaval, Salsicha.... e claro, o Centavo, um esperto papagaio.

Toda vez que voltava para casa, seu pai lhe contava histórias e mais histórias, e ele adormecia imaginando essa tripulação e seu navio, chamado Esperança.

 

 

Mas um dia, seu pai não retornou.  O que poderia ter acontecido?

 

Era hora de ir atrás dele! Mas ao contrário do que o menino achava, a viagem não seria de navio.

Ele e sua mãe partiram em um trem para uma cidade muito distante.

 

Durante a viagem, o menino pensava no que poderia ter dado errado com o navio de seu pai: teriam pego uma tempestade? Ou talvez, se perdido? Teria o navio afundado em meio à tormenta?

 

 

Quando chegaram à cidade, o menino descobriu que seu pai estava vivo! Mas e seus amigos, o navio e o papagaio? E as grandes aventuras? Onde estaria seu pai, o grande pirata?

 

Apesar das surpresas que encontra ao rever seu pai, o menino começa a entender que o tal grande pirata era muito mais do que ele imaginava.

 

POR QUE LÊ-LO:

 

Com uma história muito sensível, Davide Calì nos faz caminhar por um mundo imaginário e dele, saltar para um outro universo, tão próximo de nós.

 

O que seria mesmo o ideal do pai herói? Como se constrói esse imaginário com as crianças? 
 

É aqui que o livro se torna tão surpreendente. Vemos que todo este processo vem por parte do pai, suas vontades do passado e seu sonho de ser marinheiro. Infelizmente esse desejo não pode ser concretizado mas ainda estava presente quando ele encontrava com seu filho.
 

Particularmente, acompanhar as descobertas do menino em relação ao seu pai, seu amadurecimento e seu enfrentamento com a realidade foi, para mim, um dos pontos altos da história. Tudo muito bem trabalhado pelas construções da narrativa e seu desenrolar com as ilustrações - como é feliz encontrar livros assim!


O texto vai se modificando pelo tamanho das fontes, pelas ênfases em negrito hora e outra e pelas cores diferentes das letras. Tudo convergindo com os sentimentos do menino. A invasão do texto de uma página para outra, os cantinhos das páginas aproveitados pela história, a quebra da narrativa entre texto e imagem...

 

Falando em imagens... Ah, as ilustrações!  O premiadíssimo Maurizio Quarello traduz o que às vezes as palavras não conseguem – ou na verdade, não precisam. Vão ocupando a página toda, se dividindo em frames, se espalham por todo lado, em pequenos ou grandes espaços e até quando não estão ali, dizem muito!

 

 

Talvez o tempo da história tenha sido uma dúvida para mim, na minha primeira leitura. E falo isso pensando em uma contação. Mas isso é muito relativo e o bom mesmo de um livro é a possibilidade de lê-lo várias vezes, de formas diferentes. Quem sabe vocês não me contam? Importante mesmo é ver que o herói está sempre ali!

 

Um livro ganhador de 5 prêmios internacionais, escrito e ilustrado por dois nomes super inovadores da literatura infantojuvenil.

 

Emocionante!

 

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