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Manaus

29/08/2019

 

Trabalhar em livraria é assim – um dia a gente passa correndo que nem vê a quantidade de livros que vão chegando. Já em outro momento, vai entrando e se depara com um universo de novidades. Eu passo todos os dias pela sessão infantil e vou procurando e cutucando as estantes atrás de livros para indicar por aqui.

 

Só que às vezes, essa busca nem é necessária: o livro te agarra de supetão. Foi assim com “Manaus”, da ilustradora Irena Freitas.

 

 

Eu nunca fui à cidade de Manaus. Estive duas vezes em São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com Colômbia e Venezuela, lá no interior da Amazônia mas pouco conheço sobre a capital do estado, e de fato, pouco se lê e se fala pelas mídias.

 

O livro, pequeno com seus 12cmx9cm, me chamou atenção num segundo, e justamente pelo seu formato é um tanto a ser explorado!

 

De uma forma bem peculiar, vamos conhecendo a cidade de Manaus através de uma narrativa ilustrada. Em formato sanfona, o livro é o que ela mesmo chama de livro-cidade – um passeio pelos lugares e costumes dos manauaras, repleto de detalhes!

 

 

De um lado do livro, temos a grande cidade de Manaus, com os pontos principais – repleta de termos e referências visuais, é quase como se escutássemos o som do mercado municipal e dos passarinhos. Do outro lado, temos um momento “guia/história” da cidade.

 

Aqui, Irena fala um pouco mais sobre os costumes da cidade a partir de sua visão sobres as lendas amazonenses, sobre os pratos típicos, frutas e sobre a atmosfera de se morar em uma cidade intrínseca ao bioma amazonense.

 

 

Um trabalho muito especial, editado pela Edições Barbatana.

 

 

 

 

POR QUE LÊ-LO?

 

Não é comum indicarmos por aqui livros com um caráter mais didático ou informativo. Mas pode ter certeza – se algum aparecer é porque tem um “que” de especial, de quero mais.

 

Quase sempre os livros que falam sobre a cultura manauara ou amazonense vem com um conteúdo muito didático, com fotos dos locais e descrições de situações históricas. Por vezes também, a cultura manauara acaba à sombra das lendas amazonenses e dos costumes indígenas do local, sem ser explorada como a cidade grande e potente que é.

 

A mistura de estilos que Irena traz para o livro é o que o enriquece – alguns traços soltos, outros preenchidos com cores, trazem a leveza do livro que, mesmo repleto de pequenas cenas, tem uma linha narrativa fluida e bem interessante.

 

Parece ser o primeiro livro de uma séria de livros-cidades que a autora pretende publicar.

 

 

Resta agora, esperar mais um pouquinho para acompanharmos os próximos!

 

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