• fb_icon
  • insta_icon

#livreirinha

Todos os direitos reservados © 2016 - 2018 · Livreirinha | Literatura infantil e infantojuvenil

Festa no Céu e Festa no Mar

05/02/2019

 

Com uma criativa narrativa onde mescla um conto popular brasileiro a um conto popular japonês, Hiratsuka celebra com cores vivas em aquarela a cultura de ambos os países.

Festa no Céu é um clássico conto de nosso folclore, que é quase que um preferido entre as leituras dos pequenos. Os pássaros se animam com a festa, o céu ia se encher de belas aves, festejando com muita música e alegria. 

 

 

 

 

 

 

Mas a festa é somente permitida aos animais que voam.

 

 

 

No conto popular, o bicho curioso que adentra de penetra é um esperto sapinho.

 

No conto de Hiratuska, essa personagem é uma tartaruga que, da mesma forma, escuta a falação sobre a festa e fica inquieta por encontrar um meio para participar. Com sua destreza ela se disfarça – muito bem afinal, e participa da festa até o final.

 

 

Só que, logo no fim dessa história ela é descoberta pelo seu amigo urubu que com raiva a joga  lá do céu, e em queda livre, ela vai até o chão.

 

Mas, não morreu.

 

 

 

Festa no Mar é um reconto de uma das tradições da mitologia japonesa. No fundo do mar vivia o Rei Dragão – que na mitologia é conhecido como Ryüjin. Em um grande castelo, construído com belos corais é onde mora tal dragão personagem de várias lendas e contos importantes da cultura japonesa.

 

"Os meus primeiros rabiscos foram peixes no chão de terra. Nesse mesmo quintal, eu e meus irmãos ouvíamos histórias pela voz da minha avó. Ela nos conduzia até o maravilhoso e lendário Castelo do Rei Dragão, o paraíso no fundo do mar." 

 

Em uma das lendas, o Rei Dragão necessita do fígado de um macaco para curar a doença de sua filha. É deste tradicional conto que nasce Festa no Mar:  Em uma conversa com seu amigo macaco, a tartaruga conta como é lindo tal reino no fundo do mar. O macaquinho curioso, resolve dar um jeito de participar – mas mal sabia ele que não teria grandes trabalhos pois já estariam à sua procura.

 

 

 

No conto tradicional, a personagem principal é uma bela água-viva, que como castigo por ter deixado o macaco escapar, perde todos os seus ossos – se transformando no ser que conhecemos hoje.

 

 

Neste recontado por Hiratsuka, a mesma tartaruga torna-se a protagonista. Como é enganada pelo macaquinho, o Rei Dragão fica furioso por não ter conseguido o fígado e a pobre tartaruga recebe umas pancadas.

 

Mas não morreu.

 

Será que destes dois contos se explicam os cascos não mais tão lisinhos, das tartarugas?

 

As duas histórias se entrelaçam em um ponto comum do livro – é preciso virar o livro, ao contrário mesmo, para iniciar uma nova história, em um looping bem gostoso.

 

 

Um reconto incrível que celebra ambas as culturas que povoam o imaginário da Hiratsuka – e de todos nós, que desde pequenos escutamos as histórias tradicionais de nossa terra, nos identificamos com personagens e construímos nossa própria memória.

 

Viva a tradição oral! Viva a contação de histórias!   

 

 

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Please reload