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A Visita

05/02/2019

 

Um belo dia um homem diferente chega ao sítio, dirigindo um carro vermelho...

 

Ele é alto, diferente, e parece conhecer algumas pessoas dali. O menino estranha.

 

Se sente inseguro e não deixa o tal homem se aproximar muito. Entra no quarto do bebê e faz o possível para ele não chegar perto. Afinal, nunca tinha visto tal homem por ali.

 

 

Mas existia conversas na cozinha. Quem seria esse homem?

 

Resolvendo explorar um pouquinho o visitante, o menino o segue e vê que ele carrega consigo uma pasta, alguns papéis e tintas. E daí veio a surpresa: aquela mesma paisagem que via a todo instante, manhã após manhã, tornava-se uma obra de arte pelo olhar deste homem tão misterioso.

 

 

E aí o tal homem se foi. A visita breve, e deixou no menino vontade de vida.

 

 

Um dia quem sabe, o próprio menino não retornaria em um carro?

 

Quem já morou no interior sabe - ao primeiro sinal de um som diferente, poderia ser uma visita! Foi o que inspirou Hiratsuka a ilustrar essa bela história:

 

"... E se o carro parava perto da porteira, certeza: a visita era para nós. Quem seria? As visitas sempre tinham um quê de novidade, traziam notícias, de perto ou de longe." 

 

 

 

POR QUE LÊ-LO?

 

Hiratsuka ilustra, neste belo livro-imagem premiado com o 2º lugar do Jabuti 2012, uma história de inspiração. O menino que antes desconfia daquele sujeito misterioso, com a suspeita inocente das crianças, vê no mesmo homem uma descoberta.

 

As cenas do livro formam a narrativa principal, desde a imponente árvore amarela – que para mim ilustram um Ipê, a força do verde da mata e os traços de carvão em um plano limpo, com a também predominância do branco, trazem uma leveza para leitura e dão destaque ao que realmente se torna o foco a cada página na história.

 

Esses foi um dos primeiros livros que li de Hiratsuka. E lembro bem desse dia: na estante da seção infantil existiam alguns cantinhos que eu começava a decifrar. Um deles, “Livros sem-texto” – foi de início um questionamento sobre como indicá-los para quem passasse por ali.

 

Não nego que muitas vezes que indicávamos livros sem-texto ouvíamos das pessoas que livro tinha que ter texto. TINHA.

 

Pois é, uma das maravilhas das narrativas visuais para crianças são justamente estes livros que possibilitam inúmeras descobertas e interpretações diferentes da história.

 

 

 

Ah, e as cenas escondidas nas primeira e segunda orelhas? AMO!

 

 

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