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Amal

20/06/2019

E se você tivesse que abandonar tudo?

 

 

Hoje, quinta-feira, é o Dia Mundial dos Refugiados. E hoje eu trouxe a história da Amal e sua jornada pela liberdade.

 

São milhões de pessoas no mundo todo que carregam consigo as dores, as vitórias e a esperança das migrações forçadas.

Mas você já parou para pensar em quantas delas são crianças?

 

Pense em uma criança em meio a uma guerra. Agora, pense que para ela sair dessa situação, ela precisará viajar sozinha, atravessando países estranhos, viajando por mares em situação de perigo, sem falar as línguas locais e sem nunca ter ficado sozinha antes.

 

"Amal  não compreendia a guerra"

 

Fome, incerteza, medo, solidão.

Pois é, essa é a realidade de muitas crianças no mundo (cerca de 170 mil) que estão em situação de refúgio, completamente sozinhas. 

 

 

 

A jornalista, Carolina Montenegro, escreve “Amal – E a Viagem mais Importante de sua Vida” a partir de suas experiências em campo, na Itália e Oriente Médio.

 

Outras culturas, novas amizades, dúvidas. O livro, ilustrado com as pinturas do incrível Renato Moriconi, traz uma divisão em quatro capítulos que descrevem os percursos de Amal até chegar à Itália, fugida da guerra na Síria, passando pela Turquia e Grécia.

 

O livro é uma homenagem a essas crianças. Editado pela Editora Caixote e com apoio da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para refugiados), é uma bela publicação ficcional, baseada em várias histórias reais de crianças em situação de refúgio.

 

 

 

E ainda que com um perfil bem informativo, o livro foge aos clichês. A autora dá ao enredo quase que um caráter de aventura – torcemos o tempo todo para Amal chegar segura aos locais, mas a todo momento a história não nos deixa esquecer o quanto essa situação é injusta e apavorante.

 

" - Partir? Mas para onde vamos? 
- Você vai sozinha, minha neta."

 

 

Li o livro rapidamente, num só fôlego – e confesso que este quase me faltava. É um tema que me emociona por demais. 

 

A coragem de Amal descrita no livro e sua determinação são incríveis e é muito importante falarmos sobre essas crianças, denunciarmos toda a situação e conversar com nossos pequenos sobre.

 

Na segunda parte do livro, temos os "Fatos e Contextos" que é onde nos aprofundamos nas questões dos refugiados, com dados, histórias reais (que inspiraram o livro) e ainda um super glossário no final, que nos ajuda a contextualizar algumas palavras do livro. 

 

 

 

Um belo trabalho de composição histórica, ilustrações e depoimentos que tornam a história de Amal, impactante. 

 

Ah e olha que dica bacana - o livro Amal está disponível para ser baixado em seu smartphone, com interatividade e animações maravilhosas!!!! 

 

POR QUE LÊ-LO?

 

Bem, aqui eu não poderia deixar de trazer minha visão de historiadora, mas vou tentar não me ater somente a ela. 

 

Acredito que livros sejam uma porta de entrada para muitas coisas - e não necessariamente estas precisam ser reais. Particularmente fujo de tudo aquilo que venha com moralismos e didatismo. Não é o que espero de uma literatura infantil, ou outra.  

 

Em todo caso, também entendo que os livros são o único contato com outras realidades e culturas que muitas crianças terão. E os livros informativos de qualidade têm essa função. Se de apoio paradidático ou não, a mim interessa quando existe para os livros informativos uma bela qualidade editorial. E este é um deles. 

 

 

 

O livro começa com uma história ficcional, fluida e cheia de emoção. Traz em seu corpo palavras nativas de cada povo e nos possibilita uma visão melhor sobre os continentes e culturas. Apresenta o cotidiano de crianças refugiadas de forma clara e a divisão de capítulos para cada país é uma porta de entrada para essa aproximação com cada realidade ali posta.

 

É uma bela oportunidade para explorar para além da história - quais as diferenças entre eles?

O que comem?

Qual língua falam?

O quão próximo ou distante estão um do outro? 

 

 

Em destaque, Carolina evidencia algumas palavras pelo texto, que dão ênfase aos sentimentos e situações de Amal e que são interessantes para se conversar sobre como solidariedade, coragem, ajuda... Confesso que a palavra "tolerância" é uma que não gosto muito, mais pelo que se tornou hoje. Mas aí é uma opinião mesmo, pois o significado é maior! 

 

Um livro repleto de emoção e horizontes! 

 

 

 

 

 

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