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Lina e o Balão

Através de suas ilustrações encantadoras, Komoko Sakai consegue transmitir com clareza e sensibilidade como a amizade parece aos olhos de uma criança.
 

 

Lina caminhava com sua mãe pelas ruas quando avistou um balão. Era lindo, flutuava e era todo amarelo. A mãe de Lina, claro, lhe comprou o balão. Mas, para garantir que o balão não saísse por aí, sua mãe o amarrou em seu dedo. Belo truque, não?
 

Assim, Lina passou a tarde toda brincando com seu balão. Eram os melhores companheiros! Brincavam de tudo quanto era coisa, corriam para lá e para cá. E isso só foi possível porque a mãe de Lina tinha mais um truque, que mantinha o balão sempre perto de Lina.
 

Mas, de repente, uma grande ventania levou o balão amarelo de Lina para longe, bem lá no alto, para o topo de uma árvore. E dessa vez, não havia o que fazer e sem mais truques a mãe de Lina não conseguia tirá-lo de lá.
 

 

Lina havia pensado e prometido tantas coisas ao balão, agora não poderia cumpri-las... E de longe o observava brilhando feito a luz da lua.

Traduzido por Lúcia Hiratsuka, essa linda edição da Pequena Zahar é um pequeno tesouro.

POR QUE LÊ-LO?
 

O livro de Sakai me trouxe uma incrível sensação de nostalgia. A nostalgia da infância e dos laços que criamos. As ilustrações são cheias de detalhes, com cores pasteis, bem sutis.
 

Os diálogos e as ações de Lina são tudo o que uma criança pensa e faz. Nem mais, nem menos. E essa medida é incrível tanto para a interpretação do texto quanto para a leitura que fazemos para as crianças. A ideia é explorar as emoções que vemos nas ilustrações. Como Lina se relaciona com o balão, seu entusiasmo!
 

A interação entre os dois mostra como as crianças se relacionam com tudo o simples que possuem. E a perda dessa relação é algo a se pensar, pode ser assustador.
 

Outro ponto que me chamou atenção foi o papel da mãe no enredo desta história. Para todo momento crítico, que vinha com a ameaça da perda do balão, a mãe de Lina estava sempre ali para ensiná-la a como mantê-lo por perto. E quando ela não conseguiu trazê-lo de volta, Lina teve que aceitar essa perda.
 

Não é todo livro que traz, para os temas de amizade, um final tão reflexivo.
 

Ao perceber que podia não ter seu balão novamente, Lina lamentou tudo aquilo que havia planejado com ele. Mas rapidamente conseguiu perceber que mesmo ali, distante e bem no topo de uma árvore, podia imaginar coisas com ele e sobre ele. Que ali ele estava seguro até, quem sabe, sua mãe consegui-lo tirá-lo de lá.
 

Precioso!


 

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