O urso que não era


... Será mesmo um urso? Ou um homem?

Frank Tashlin trouxe uma história muito impactante sobre reconhecimento neste livro editado pela Boitatá.

Tranquilo, o urso passeava pela floresta quando reparou em uma revoada de gansos e as folhas caindo das árvores. Aquilo era um sinal: o inverno estava chegando!

Prontamente, o urso procurou uma boa caverna para hibernar.

Mas quando o inverno passou, algo muito estranho aconteceu!

Não haviam mais árvores, nem bichos, nem um lugar tranquilo. O pobre urso não entendeu nada. E percorrendo aquele lugar cinza e sem vida, com muito barulho e agitação, se deparou com um homem gritando “Ei, volte a trabalhar agora mesmo!”.

E não adiantava, quanto mais o pobre urso tentava se explicar – “Eu sou apenas um Urso, eu não trabalho aqui”, para todos ali ele com certeza não era um urso. Era simplesmente um homem bobo vestido com um casaco felpudo.

Vice-diretor, diretor, presidente.... Todos diziam que Urso, ele com certeza não era.

Até um momento em que o urso parou e pensou, pensou, pensou.... É, talvez ele não fosse mesmo um urso pois ele nem morava no mesmo lugar que os ursos agora moravam, ele devia mesmo é ser um homem bobo com casaco felpudo...

Bem, isso até a próxima primavera chegar!

POR QUE LÊ-LO?

Um livro para não deixar de ter! Tashlin trouxe uma verdadeira reflexão sobre nosso lugar de mundo, sobre as diferenças e sobre a importância de sermos quem somos.

O livro traz questionamentos importantes, ricamente trabalhados sobre o mundo do trabalho, sobre a exploração natural e sobre a sociedade, sempre repleto de ironia e criticas à um mundo cada vez mais padronizado.

Acredite, o texto fora escrito na década de 40 e já é um clássico – atemporal mesmo!

Um dos poucos textos distópicos para crianças que li e que me satisfizeram pra valer, pois não é fácil escrever neste perfil para os mais jovens. Se você não rir e não se chatear, certamente não está bem...

Em voltas com uma pitada de revolta e humor, a leitura do livro é extremamente crítica sem perder a sutileza que uma boa história precisa ter.

As ilustrações em tons frios, variando entre branco, preto e azul claro trazem um ar apaziguador e tranquilo para a história ao mesmo tempo que nos remete ao vazio, ao frio, e à solidão.

Felizmente, sem clichês dos mais fortes, entendemos que bom mesmo é sermos felizes do jeitinho que queremos ser.

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