Nunca acontece nada na minha rua


Tédio, tédio, tédio.

Às vezes é o dia, o tempo, o lugar ou às vezes, somos nós mesmo.




Rodolfo, não importa o que façam ou falem, está entediado.

Afinal, nada acontece na rua em que mora. Tudo muito quieto, sem aventuras. Sem cor.

Ah, sim, bem que ele queria algo repleto de agitação, como quem sabe uma banda de música passando, algumas casas mal-assombradas, piratas, ladrões, tesouros...

O livro, escrito e ilustrado pela americana Ellen Raskin em 1966 é surpreendente!

São tantas coisas ao mesmo tempo que acontecem em um cenário de destaque preto branco e que vai ganhando cores de acordo com as agitações. De repente uns bombeiros aparecem, enquanto a polícia corre atrás do ladrão, que foge às pressas até ser preso e tudo isso com a atividade cotidiana que toda rua pode ter....

Bem, mas menos para o Rodolfo, né?

É não adianta, quando estamos entediados, nada de empolgante acontece!

POR QUE LÊ-LO? Editado pela Ameli em 2018, o livro me foi uma surpresa mesmo. É muito bacana ver chegar em mãos livros que tem um potencial tão intenso em narrativa ilustrada que mais ainda me empolgo quando vejo que é um livro de outra década... Neste, caso de 60! É bem irreverente e inovador.

Se temos a história do reclamão do Rodolfo, que com nada se anima, temos também narrativas em cima de narrativas que vão acompanhando toda a lamúria de nosso personagem. Um livro que pode ser trabalhado com vários leitores – com os pré-leitores, a partir da exploração das cores e movimentos, com os iniciantes pois as frases são curtas e com letras em caixa alta o que facilita a ambientação da alfabetização e os em processo, que podem construir sozinhos a grande narrativa do livro em si.

É realmente, um livro sem fim!!!

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