Mathabarata


... ai, barata?!

Sim! Barata! Mas essa aqui é fofinha gente - está no papel e é bem graciosa graças aos traços de Guga Schultze. E vai, crianças adoram insetos e bichinhos e às vezes coisas meio nojentinhas. Isso é legal, acredite!

Nosso livrinho de hoje, escrito por J. Penteado, é "inho" mesmo! É pequeno suficiente para caber na bolsa, levinho e cheio de coisa boa dentro. Lá está a baratinha, sempre atenta a todos os farelinhos deixados por aí - afinal, tem lugares que tem sempre o mesmo farelinho como quando, por exemplo, alguém vai adoçar o café e deixa umas migalhinhas por ali. Um banquete perfeito! E se esquecer o pote de geleia aberto é aí que nossa baratinha entra em ação e fica mais do que feliz! Mas, tudo tem um risco e se aventurar pela cozinha em certos horários pode não dar muito certo. E ao que parece o potinho de geleia estava ali era para salvar a pobre baratinha de ser esmagada por todos da família. Ensinada a comer outras coisas como plantas e galhos, a baratinha é solta na natureza novamente, repleta de banquetes ao se redor.

Mas será que lá fora nossa baratinha estará a salvo, mesmo? Livro editado pela SESI-SP.

PORQUE LÊ-LO?

Deixe seu medo ou nojinho de barata de lado e caia dentro de um mundo repleto de curiosidades nesse livro. A história por si só é ótima - traz a baratinha, com sua sina a percorrer cantinhos atrás de migalhas, fugindo dos pés e venenos dos humanos. Um dia é solta na natureza para ser uma barata livre e saudável. O título, quando li, me remeteu à algo oriental, uma coisa mais zen - uma brincadeira mesmo. E lendo o livro me convenci que aquela primeira impressão poderia valer.

Ao mesmo tempo que é autoexplicativo ao mostrar que a barata que vemos em casa está ali porque deixamos comida e restos para traz, também nos mostra que o lugar dela é na natureza e que se ela está dentro de casa, algo não vai bem. E essa ideia ainda vem com a questão de se comer doces: a menina que quer salvar a pobre baratinha percebe que precisa ensinar a ela a comer coisas mais saudáveis - que na verdade é tudo aquilo de natural ao seu ambiente.

E o final do livro ainda é coroado com aquele misterioso "o que será que aconteceu". Se a menina livrou a barata de levar umas boas pisadas ou chineladas, acabou colocando-a em um ambiente tão perigoso quanto, já que lá fora, outras coisas aguardariam a pobre baratinha ainfal, a cadeia alimentar é assim mesmo!

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