Diarabi e Mansa


Um verdadeiro passeio pela tradição da história oral africana.

“Diarabi e Mansa”, livro escrito pelo sengalês Souleymane Mbodj, é uma viagem deliciosa e encantadora por uma história de amor sem limites! Um lindo conto de fadas, por que não?

Mansa era um príncipe e, segundo a tradição, precisaria logo se casar. Não tinha afeição nenhuma pelas pretendentes apresentadas por seus pais e isso o entristecia. Todos sabiam que Mansa só se casaria com um grande amor.

Um dia, Mansa foge do palácio e vai à procura de sua futura esposa pois uma velha senhora lhe deu este conselho: ele a encontraria em um fruto de uma palmeira-leque.

De volta ao palácio e encantado com sua princesa chamada Diarabi, Mansa precisaria escolher uma serva para acompanhar sua esposa. Era como mandava a tradição.

Mal sabiam eles que a tal escolhida era uma bruxa, Wakoussou. E não era uma bruxa nada boa. Com inveja da felicidade que unia os dois, Wakoussou estava determinada a separá-los e tomar o lugar de Diarabi.

Muitas foram as tentativas e, tendo tomado para si a aparência de Diarabi, a bruxa agora estava no palácio como a nova princesa.

Mas Diarabi era filha de deuses e nada poderia impedi-la de reconquistar o seu lugar!

Um livro cheio de referências de contos e tradições orais, delicioso de ler e reler pelo texto e pelas lindas ilustrações de Judith Gueyfier que são tão fortes em traços e cores que nos prendem durante um bom tempo em cada página.

POR QUE LÊ-LO?

Diarabi e Mansa me chamou a atenção pelo título.

Eram nomes que eu nunca tinha ouvido falar. Ao mesmo tempo, a capa e contracapa com olhos grandes e penetrantes enchiam o livro de mistério desde o início. O momento pré-leitura que instiga mesmo.

E bem, digo que foi surpreendente. A história é baseada em um folclore africano que vem recheada de palavras, termos e referências da cultura afro. Uma grande leitura que permite aos leitores um alargamento cultural fundamental.

Se algumas das palavras não são familiares e nem remetem a algo próximo, no final da história temos uma espécie de glossário que nos ajuda a compreender um pouco mais sobre essa cultura.

A história é ainda um prato cheio para os amantes das histórias de amor e de príncipes e princesas, com bastante aventura. É bem bacana!

Os traços usados por Judith Gueyfier são um espetáculo em imagens.

Os detalhes das vestimentas, das paisagens, são sempre cheios de muito movimento e cores e com um olhar bem atento, descobrimos várias coisas durante a leitura.

Vale muito a pena conhecer esta história!

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