A torta de fadas


Uma... Uma torta de Fadas!

É para se divertir bastante com este livro de Michael Escoffier e Kris di Giacomo.

A Torta de Fadas_Michael Escoffier e Kris Di Giacomo

Nem tanto dragões, nem tanto sapos. Mas isso, acho que não importa.

O que importa mesmo é que o pequeno está com fome e seu pai acabara de fazer uma deliciosa torta, bem fofinha, recheada de fadas!

Fadas? Mas como assim fadas, meu deus? Será que são gostosas?

A Torta de Fadas_Michael Escoffier e Kris Di Giacomo

Peraí, mas isso aqui não parece muito com fadas... E sim lesmas!

“Lesmas? Acha mesmo que eu faria você comer lesmas disfarçadas de torta?”

A Torta de Fadas_Michael Escoffier e Kris Di Giacomo

Mesmo desconfiado, o pequeno sap... ou melhor, o pequeno dragãozinho pensa, pensa, e topa comer a torta com uma condição – que seu pai prove que é mesmo um dragão e saia voando por aí!

Promessa é dívida! E assim que o pequeno come toda a torta (não necessariamente as fadas, ou melhor, lemas... ou fadas mesmo?) na espera de seu pai voando janela afora!

De passo em passo, seu pai se aproximava da janela e 3, 2, 1....

A Torta de Fadas_Michael Escoffier e Kris Di Giacomo

Não é que ele voa mesmo! Que alegria!

Mas ainda fica o mistério... O quão dragão seu pai seria? Tanto quanto lesmas são fadas?

Editado pela Positivo.

POR QUE LÊ-LO?

Nesta história que é puro senso de humor, conseguimos explorar a máxima das “aparências enganam”.

As artimanhas que normalmente os pais fazem com seus filhos na hora de comer algo diferente, que nem sempre dá certo não é mesmo?

Pois é... Elas são perspicazes! Mais do que imaginamos.

Pela história, vemos como o pai tenta driblar o filho da melhor forma – cria histórias, argumentos, faz trocadilhos e ainda apresenta uma suposta receita que indica como fazer a comida. E essa parte é sensacional – a receita na verdade é uma tarifa aleatória, mas só nós leitores o sabemos. Seu filho, não lê e não percebe.

Esse rompimento de narrador é maravilhoso e o ponto de destaque do livro.

Outra característica do livro é, que mesmo com as ilustrações saltando aos olhos por todos os lados, a narrativa é muito bem marcada, textualmente, pelas diferença das letras de acordo com "quem fala". A letra de forma mas, irregular, caracteriza o filho, e a letra cursiva, o pai.

Maravilhoso para o momento de contação de histórias!

O final da história acontece da mesma forma, com uma reviravolta bem bacana que só nós leitores conseguimos saber.

Mas eu não vou contar não, depois vocês me contam =)

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