Balbúrdia


Balbúrida... Você sabe o que essa palavra significa?

Teresa Cortez é a chave para nossa resposta. Em um livro belamente ilustrado por fiz de cera e lápis de cor, acompanhamos esse menino serelepe e cheio de disposição em suas brincadeiras. No seu quarto, ele vai pegando cada hora um brinquedo, se diverte e logo se desfaz dele em um cantinho. Só que de repente, para continuar a brincar ele precisa de um brinquedo ali daquele cantinho e.... De repente, aquele mundaréu de brinquedos ganha vida e parece quer brincar também, ou estaria meio bravo, quem sabe. Só que o menino acaba se assustando afinal, aqueles brinquedos parecem tão grandes todos juntos, é quase um monstro-brinquedo! E ele acaba correndo para longe daquele monstrão e nada mais quer com ele. Só que, pelo caminho, algumas de suas partes vão se perdendo... e algo surpreendente acontece!

Um livro sem texto muito caprichado e cheio de mensagens bonitas. Se você não tem o hábito de comprar livros sem texto digo para se deixar descobrir nessa forma de narrativa. As crianças costumam adorar histórias que podem ser contadas e recontadas cada hora de uma maneira. Em capa dura e com muitas cores, Teresa Cortez é encantadora quando quer falar sobre brinquedos e brincadeiras para as crianças... mesmo que seja sempre uma bagunça! Pela Vergara & Riba editora.

POR QUE LÊ-LO? Balbúrdia é um sinônimo para aquilo que está fora do lugar, uma algazarra, um barulhão, algo caótico. E é nisso que uma boa brincadeira também traz. Apesar de falar sobre bagunça e algo agitado este é um livro sem texto. Sem narrativa textual podíamos pensar em um silêncio dessa bagunça e é claro que, na prática, isso não combina muito. Mas é nesse antônimo entre o silêncio e o caótico que conseguimos construir uma narrativa muito legal e criativa no ato de brincar. O menino, nosso protagonista, tem muitos e muitos brinquedos e, como toda e qualquer criança, brinca sempre intensamente com todos eles e quase sempre de uma só vez. Quando a bagunça toma vida é que a história tem uma virada interessante: antes quem dava vida aos brinquedos era o menino e agora, ela tem vida própria. Enquanto corre pela rua fugindo do monstrão, o menino o despista e acaba o perdendo, em partes, e quando o encontra, os monstrão-brinquedo está triste prestes a ser jogado fora. É ali que nossa história tem mais uma vira-volta interessante e o menino tem mais uma solução à vista. Um livro ótimo para se exercitar a contação de história, instigar as crianças, mostra-las o valor dos brinquedos (valor sentimental) e mostrar que, de uma grande bagunça, algumas coisas podem brotar!

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