Frida Kahlo, para crianças!


Uma mulher que não pintava sonhos, mas sua própria realidade!

Que felicidade! Quando a coleção Antiprincesas deu as caras por aqui eu dei pulinhos de alegria! Foi muito legal ler os preparativos dessa coleção, lá no ano passado, com as motivações de seus criadores e acompanhar as produções dos outros títulos por vir.

Alguns de vocês já sabem mas, outros não, que minha formação é em História e eu, desde a graduação até o mestrado, me dediquei a estudar sobre gênero, identidade, papéis sociais e feminismo. Bem, há 10 anos atrás não existiam tantas publicações sobre esses temas e muito menos um ideal de divulgá-los para o público infantil.

Antes que você corra desse post achando que “é muito cedo para falar sobre isso” ou porque você acha esse papo muito chato eu lhe digo... FIQUE! Só mais um pouquinho!

Você conhece Frida Kahlo, sabe de sua importância para o povo mexicano e de sua influência para a Arte. Conhece suas pinturas mais famosas e de certo que ela tinha bigodes, e que bigodes! Mas, saberia você me dizer porque ela os deixava assim? Saberia dizer porque aparece em suas pinturas quase sempre como o centro da sua ideia? Porque usava tantas cores, saias longas e porque tinha uma perna mais curta? Pois é, se você talvez não saiba responder todas essas perguntas aposto que algumas crianças nem saberiam decifrar o pouco da “personagem” Frida – quem dirá sua figura histórica.

E é de uma forma muito cuidadosa e gostosa que Nadia Fink e Pitu Saã se uniram para trazer a história desta mulher tão forte! O livro é repleto de curiosidades e destaques sobre a vida de Frida, super ilustrado e colorido. Uma biografia muito bem feita cheia de detalhes e atividades para realizar após a leitura! Não tem como não se encantar com Frida Kahlo:

“Diego caracterizou a arte de Frida como de uma franqueza absoluta, crua, feroz sobre o mundo feminino”.

A ideia do Antiprincesas não é acabar por completo com a figura clássica das princesas dos contos de fadas e tudo mais. Apesar de na introdução a coleção trazer essa ideia de “para brincar você tem que se sujar” – ou seja, se quiser alguma coisa também temos que nos mexer por ela (ao contrário do que algumas princesas fazem), logo entendemos que é essa sim a mensagem principal: trazer ao conhecimento das crianças histórias de pessoas reais que venceram obstáculos e se tornaram importantes para a sociedade como um todo. E desta forma não deixá-las presas em estereótipos fantásticos e de ficção. Se nos casos de super-heróis existem alguns que rompem barreiras e preconceitos, assim como em alguns contos clássicos e contos de fadas, na realidade não seria diferente.

PORQUE LÊ-LO:

Toda a coleção Antiprincesas é essencial para levar às crianças o conhecimento sobre “pessoas de verdade”. Novamente, não acredito que esta coleção tenha vindo como uma posição radical contra os contos de fadas mas que tenha se denominado assim para se diferenciar bem deles de forma super provocativa. Particularmente acredito que o mundo de fantasia trazido pelos contos de fadas são essenciais no crescimento e no desenvolvimento imaginativo das crianças. Não há problema algum em querer ser princesa ou herói. O fictício traz da realidade muitas coisas e vice-versa. Contudo, acredito também que é necessário para as mesmas crianças de terem exemplos mais próximos e reais que possam ser inspiradores.

A princesa asteca, Frida Kahlo, inaugura a coleção que já ganhou sua versão “anti-heróis” também. Uma ótima opção para trazer para as crianças histórias reais de pessoas que venceram dificuldades, barreiras e preconceitos e se tornaram grandes exemplos a serem seguidos!

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